segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Acompanhando a minha aprendizagem no PEAD

Em 04 de dezembro escrevi a reflexão que está abaixo no Fórum sobre tutoria do ROODA (no espaço da especialização):


Oi pessoal! Acho que um dos grandes desafios no trabalho de tutora está, efetivamente, em entender a posição e o momento de cada aluno. Acho que nós, tutores, que vamos acompanhando o processo de aprendizagem dos alunos, temos uma condição privilegiada nesse sentido. Afinal, é mais fácil para nós conseguirmos ver os avanços, as conquistas, o crescimento de cada um dos alunos... Acho que esse é um ponto diferenciado na nossa função. Os professores, que são mais "móveis" no curso, digamos, e que não fazem esse acompanhamento mais de "perto" não tem as mesmas condições para ver "de dentro" das práticas de estudo de cada aluno – algumas vezes materializadas nas suas produções... Tal possibilidade, nossa, nos incita a sermos mais sensíveis no trato com cada um, bem como nas nossas interlocuções através da escrita – seja nos comentários, nos atendimentos online, nos emails, fóruns, etc. Também um incitamento a acreditar na potencialidade de cada um para aprender, para repensar os modos pelos quais está pensando no momento...Quanto as minhas principais dificuldades como tutora, creio que são vários os desafios constantes: nesse semestre em especial, a falta de tempo para acompanhar 81 alunos, tendo certo "controle" sobre as entregas de cada um, bem como em relação aos comentários nas atividades. Neste ponto em especial, o desafio de "entrar" (como foi pontuado anteriormente, neste Fórum) em cada uma das escritas, incitando a problematizar o pensamento. Desafio de dialogar com cada escrita em particular, de forma esmiuçada, sem aderir a generalizações nos comentários. Isso porque cada trabalho (urdido pelos alunos com muito estudo, reflexões, etc.) merece que o tratemos como singular, então o desafio é conseguir dialogar com cada trabalho, estabelecendo uma relação de alteridade com essa obra e seu autor. E para isso, efetivamente, é preciso tempo! Eu costumo fazer assim: abro o trabalho, salvo em um documento geral do Word (onde coloco todos os trabalhos dos alunos), leio com atenção. Leio novamente, marcando alguns pontos que considero principais e que são passíveis de serem comentados. Após, vou pegando essas marcações e comentando, indagando, questionando, sugerindo, elogiando, etc (obviamente, sem perder a idéia do "todo"). Muitas vezes, nesse processo, também pesquiso bastante para estar mais apta a dialogar com o tema e a abordagem do aluno. É recorrente, ainda, ter que revisitar os textos e materiais da interdisciplina para que a minha escrita seja mais bem elaborada e relacionada com os estudos desenvolvidos (nesse processo também procuro, quando é possível, articular a escrita com alguma outra interdisciplina). Esse processo costuma fazer com que muitas vezes (mas nem sempre!) os meus comentários sejam grandes, mas essa não é uma "opção" minha, é o resultado do que a escrita do aluno me provocou a pensar. Não há, penso, como ser de outro modo. No momento é isso. Beijos a tod@s!


Creio que essa escrita mostra um pouco do processo de aprendizagem que o dia-a-dia como tutora está me proporcionando. Não pensei sempre deste modo e nem seguirei para sempre pensando somente desse jeito, creio, visto que a prática está me fazendo repensar constantemente as minhas estratégias para estabelecer o diálogo com as/os alunas/os, com as/os professoras/es, com meus colegas, etc.