Na aula de terça-feira da especialização o professor Crediné ressaltou que nós não temos como prever que aprendizagens serão efetuadas, como e em que momento elas serão realizadas. Sobre isso, concordo, pois creio que por mais que criemos estratégias para propiciar melhores oportunidades de aprendizagens, nós nunca teríamos o controle sobre elas. Isso porque aí entram muitas variáveis (as quais posso dissertar melhor em algum outro momento).
Procurei trazer esse elemento para referir que, realmente, os processos de aprendizagens não têm como serem previstos de antemão: às vezes podem ocorrer dentro de uma sala de aula presencial, outras em uma conversa num bar, no MSN, na leitura atenta de algo, etc. E o interessante de pensar em um portfólio é essa atitude investigativa que vamos produzindo sobre nós mesmos, procurando perceber os momentos que um certo movimento de aprendizagem se fez presente e, do mesmo modo, o quanto isso nos tornou um pouco diferente, visto que temos aí um processo de deslocamento...
Num desses encontros que promove a aprendizagem, ontem tive um bem significativo. Encontrei no laboratório do PEAD a Zezé, tutora de Três Cachoeiras, e a conversa fluiu sobre o trabalho no PEAD, nossos interesses de pesquisa, práticas pedagógicas com laptops, computadores, conceitos... Dentre os conceitos que a Zezé me explicou e que instigou a conversa, surgiu o de cibertempo, micro-análises, entre muitos outros. Nessa conversa, que instigou um momento de interação e colaboração, idéias sobre o trabalho de conclusão para a especialização foram surgindo...
Bem, sempre tive interesse em pensar sobre o conceito da “experiência da leitura” que o Jorge Larrosa já trouxe em algumas publicações. Além disso, como pensar relações entre esse conceito e as produções de si na escrita? E mais: como pensar em autoria, produção de um pensamento como criação e possibilidade de ultrapassar a nós mesmo? Como pensar nessas possibilidades na educação a distância? Para o desenvolvimento dessas idéias as discussões sobre as “micro-análises”, trazidas pela Zezé, serão bem interessantes, pois há diferenças sobre essa abordagem e uma mais “macro”. É importante então, atentar para as múltiplas relações e conexões que tornam alguns acontecimentos na e com a educação singulares a ponto de se tornar um aprendizado. Em que momentos específicos há um movimento na aprendizagem? Os Inventários de aprendizagens serão instrumentos importantes nessa análise, bem como conversas online, possíveis entrevistas, observações, outros trabalhos e possíveis materiais de um curso sobre leitura, escrita e experimentações na educação que gostaria de vir a pensar como uma possibilidade das alunas cursarem em ambiente virtual.
Conceitos como a leitura e o pensamento como experiência, a escrita como possibilidade de produzir a si e se modificar, movimentos de aprendizagens ocorridos nesses processos de leitura e escritura, entre outros aspectos, são questões que quero prestar atenção.
E aqui, cabe ressaltar, achei interessante a fala da professora Cíntia na aula de terça, pois ela trouxe que temos possibilidades de realizar pesquisas ao longo da especialização. Pesquisas que, obviamente, envolvem leituras. E, principalmente, o quanto essas leituras devem estar conectadas aos interesses de cada um de nós, para que sejam algo com sentido para nós. Então, encontro uma boa acolhida para seguir pensando sobre o que quero pesquisar...
E aqui cabe ressaltar o quanto uma conversa pode produzir muitas coisas: inquietações, interesses, e uma modificação no modo como estamos sendo, pensando... o que significa, então, que aprendizagens ocorreram...
Afinal, conversar é uma arte e, como ressalta Larrosa (2003, p.212): "nunca se sabe aonde uma conversa pode levar... uma conversa não é algo que se faça, mas algo no que se entra... e, ao entrar nela, pode-se ir aonde não havia sido previsto... e essa é a maravilha da conversa... que, nela, pode-se chegar a dizer o que não queria dizer, o que não sabia dizer, o que não podia dizer..."
Zezé: muito obrigada por tantas conversas!
Referência
LARROSA, Jorge. A arte da conversa. In: SKLIAR, Carlos. Pedagogia (improvável) da diferença: e se o outro não estivesse aí? Trad. de Giane Lessa. Rio de Janeiro: DP&A, 2003. p.211-216
Procurei trazer esse elemento para referir que, realmente, os processos de aprendizagens não têm como serem previstos de antemão: às vezes podem ocorrer dentro de uma sala de aula presencial, outras em uma conversa num bar, no MSN, na leitura atenta de algo, etc. E o interessante de pensar em um portfólio é essa atitude investigativa que vamos produzindo sobre nós mesmos, procurando perceber os momentos que um certo movimento de aprendizagem se fez presente e, do mesmo modo, o quanto isso nos tornou um pouco diferente, visto que temos aí um processo de deslocamento...
Num desses encontros que promove a aprendizagem, ontem tive um bem significativo. Encontrei no laboratório do PEAD a Zezé, tutora de Três Cachoeiras, e a conversa fluiu sobre o trabalho no PEAD, nossos interesses de pesquisa, práticas pedagógicas com laptops, computadores, conceitos... Dentre os conceitos que a Zezé me explicou e que instigou a conversa, surgiu o de cibertempo, micro-análises, entre muitos outros. Nessa conversa, que instigou um momento de interação e colaboração, idéias sobre o trabalho de conclusão para a especialização foram surgindo...
Bem, sempre tive interesse em pensar sobre o conceito da “experiência da leitura” que o Jorge Larrosa já trouxe em algumas publicações. Além disso, como pensar relações entre esse conceito e as produções de si na escrita? E mais: como pensar em autoria, produção de um pensamento como criação e possibilidade de ultrapassar a nós mesmo? Como pensar nessas possibilidades na educação a distância? Para o desenvolvimento dessas idéias as discussões sobre as “micro-análises”, trazidas pela Zezé, serão bem interessantes, pois há diferenças sobre essa abordagem e uma mais “macro”. É importante então, atentar para as múltiplas relações e conexões que tornam alguns acontecimentos na e com a educação singulares a ponto de se tornar um aprendizado. Em que momentos específicos há um movimento na aprendizagem? Os Inventários de aprendizagens serão instrumentos importantes nessa análise, bem como conversas online, possíveis entrevistas, observações, outros trabalhos e possíveis materiais de um curso sobre leitura, escrita e experimentações na educação que gostaria de vir a pensar como uma possibilidade das alunas cursarem em ambiente virtual.
Conceitos como a leitura e o pensamento como experiência, a escrita como possibilidade de produzir a si e se modificar, movimentos de aprendizagens ocorridos nesses processos de leitura e escritura, entre outros aspectos, são questões que quero prestar atenção.
E aqui, cabe ressaltar, achei interessante a fala da professora Cíntia na aula de terça, pois ela trouxe que temos possibilidades de realizar pesquisas ao longo da especialização. Pesquisas que, obviamente, envolvem leituras. E, principalmente, o quanto essas leituras devem estar conectadas aos interesses de cada um de nós, para que sejam algo com sentido para nós. Então, encontro uma boa acolhida para seguir pensando sobre o que quero pesquisar...
E aqui cabe ressaltar o quanto uma conversa pode produzir muitas coisas: inquietações, interesses, e uma modificação no modo como estamos sendo, pensando... o que significa, então, que aprendizagens ocorreram...
Afinal, conversar é uma arte e, como ressalta Larrosa (2003, p.212): "nunca se sabe aonde uma conversa pode levar... uma conversa não é algo que se faça, mas algo no que se entra... e, ao entrar nela, pode-se ir aonde não havia sido previsto... e essa é a maravilha da conversa... que, nela, pode-se chegar a dizer o que não queria dizer, o que não sabia dizer, o que não podia dizer..."
Zezé: muito obrigada por tantas conversas!
Referência
LARROSA, Jorge. A arte da conversa. In: SKLIAR, Carlos. Pedagogia (improvável) da diferença: e se o outro não estivesse aí? Trad. de Giane Lessa. Rio de Janeiro: DP&A, 2003. p.211-216

2 comentários:
Querida Vivi, é muito gratificante , dialogar com você, este transito interdisciplinar que fazemos, esse prazer que temos nas descobertas, nas " tomada de consciência",olhar para nossa caminhada desde a entrada na graduação até o presente,nossa vivência como tutora e agora como aluna, seus conhecimentos que tenho o prazer em ouvir, suas reflexões, para mim é um presente ter você como companheira nesta caminhada.
bjos,
Zezé
Oi Zezé!
Foram muitas as satisfações de ter começado essa caminhada com o PEAD e TC. Dentre estas satisfações, e num lugar muito especial, foi ter te conhecido e poder aprender a cada dia mais nas nossas conversas e trocas. Muito obrigada mesmo! Só tenho a agradecer! Bjs
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